
Uma já foi chamada de pitbull. E a outra considerada um trator na defesa dos interesses do governo. Ao lado da presidente Dilma Rousseff - cuja fama de durona é conhecida de outros carnavais -, a nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, formam o trio das damas de ferro do poder e imprimem a marca do atual governo. Para a cientista política Ana Alice Costa, as mudanças fazem parte de um processo de transição. Ela explica que a presidente saiu de um primeiro momento, onde seria normal manter a continuidade do governo anterior, para agora mostrar a sua cara. “Dilma precisava manter a faixada da eleição e os acordos firmados, mas agora está mostrando a política a que se propõe, que é claramente diferente da de Lula”, observou. As escolhas de Ideli e Gleisi para assumir os cargos-chave do poder, para Ana Alice, não se deve apenas ao fato de serem mulheres. “Há uma busca de capacidade, de funcionabilidade. Uma com a articulação (Ideli), que vai agir diretamente com o Congresso, e a outra (Gleisi) com o Executivo, que é o verdadeiro papel da Casa Civil. É uma espécie de equilíbrio”. Com a reformulação da chamada “cozinha” do governo, que são os cargos palacianos, cujos gabinetes são mais próximos de Dilma, o Planalto tem agora três mulheres em cargos-chave. Além de Ideli e Gleisi, figura nessa lista a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas.
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